((º·.¸(¨*·.¸*Pumpkin Juice* ¸.·*¨)¸.·º ))


*Criando Meninas X Criando Meninos*

 

 

Outro dia vi esses dois livros na prateleira de uma livraria. Corri comprar o primeiro, mas ainda não comecei a ler.

 

Aliás, estou na metade das Crônicas de Nárnia e tenho uma imensa fila de espera: O Caçador de Pipas, Atlântida, Akenaton e agora Criando Meninas. Todos pacientemente esperando na minha mesinha de cabeceira.

 

Bom, vamos ao que interessa. A questão é a seguinte: será que é tão diferente assim criar meninos e meninas, a ponto de existirem dois livros distintos?

 

Eu sempre quis ter menina. Sempre. Por isso, tinha absoluta certeza, quando engravidei, que teria um menino. O Guilherme estava sendo esperado, com a mãe já “conformada” que seria mãe de um lindo garotinho...

 

No entanto, na 12ª semana, quando fui fazer o US de alta no HC de Ribeirão, não me contive e perguntei pro médico se já dava pra saber o sexo. Ele olhou pra mim e respondeu: “Eu vou te falar o que eu acho, porque está bem parecida com a US da minha filha. Mas não vai sair comprando tudo rosa, hem?”

 

Ganhei o dia. Com 15 semanas tive 80% de certeza e com 18 a confirmação de que eu seria mãe de uma menina, como sonhei a minha vida inteira.

 

Não consigo imaginar como seja ser mãe de menino. Eu não sei ser mãe de alguém do sexo masculino! Será que isso é possível?

 

Mas... e se eu tivesse tido um menino? O criaria de forma diferente da que eu crio a Isa? Antigamente essa diferença era gritante, mas hoje, no mundo feminista e feminino em que vivemos, eu tinha minhas dúvidas... Até que vi a capa dos livros, que  já mostra a (nada sutil) diferença:

 

*CRIANDO MENINAS*

-Por que elas ainda são frágeis?

-Como as meninas aprendem?

-Quando se transformam em mulheres?

Não podemos mudar as crianças de acordo com nossa vontade. Elas pertencem a si mesmas, tendo personalidade própria. Nós, como pais, temos a felicidade de poder acompanhá-las durante certo tempo. Para sermos bem sucedidos, é importante que conheçamos também a nossa própria historia de pai e mãe.

 

*CRIANDO MENINOS*

-Por que os meninos são diferentes?

-O que o pai e a mãe podem fazer?

-Como torna-los homens equilibrados e felizes?

Quem tem meninos, hoje, está preocupado. Toda hora eles enfrentam problemas. Os pais gostariam muito de entendê-los e de ajudá-los a serem amáveis, competentes e felizes.Criando Meninos faz um enorme sucesso em todas as línguas. O livro discute de forma clara, leve e emocionante as questões mais importantes sobre o desenvolvimento de um homem, do nascimento à fase adulta.Steve Biddulph escreve com humor, honestidade e muita experiência. Um texto apaixonante, repleto de orientações práticas, essencial na nobre tarefa de criar um menino.
Para mães e pais de verdade.

 

Afinal, será que é mesmo diferente criar meninas e meninos?



Escrito por Endora* às 15h38
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*50 Curiosidades Isadorescas*

 

 

Não pode ouvir música que começa a dançar. Está com 10 dentinhos. Morre de medo de formiga. Ama uva passa (que ela sabe-se lá porque chama de pingaê). Odeia ovo, feijão, ervilha e coisinhas verdes em geral. Adora arroz, macarrão, carne e batata. De 2 meses pra cá parece uma matraca, preciso descobrir onde fica o botão “mute” dela. Não pega o pepê (chupeta) sem o títi (fedido), nem vice versa. É apaixonada pelo Barney e pelo Bob Sponja. Puxou pra mãe: adora um sapato. Se vê eu passar batom ou perfume, pede pra passar nela também. Nunca tomou refrigerante (na única vez que o Marido tentou dar coca pra ela, ela não gostou e eu quase cometi um maridocídio). Escova os dentes 3 vezes por dia e adora! Anda com os meus sapatos de salto direitinho!  Tem nojo de massinha. Ainda não decidiu se vai ser destra ou canhota. Liga a TV e pede pra “titir Painey”.  Pede pra fazer carinho nas costas. Tem cosquinha até no cabelo, e dá gargalhadas. Usa Dove Cachos Soltos e Naturais sem enxágüe. Aprendeu no comercial do shampoo Dove a jogar o cabelo de um lado pro outro. Quando está com sono, passa o fedido no meio dos dedos dos pés e das mãos. Odeia limpar o nariz. Adora brincar com a Zamin, com a Mirella e com o Funcho. Quando chama a Mirella, parece uma ciganinha falando: MIRRR ELLA! Adora esportes radicais, como pular na cama e se jogar do colo da gente. Quando fica frustrada, pede pepê, títi e cóinho. Não dorme coberta de jeito nenhum. Colocou nome nos Little People: Biel (Gabriel), Nana (Luana), Ija (Isa) e Gui. Sobremesa predileta: frutas, como morango, mamão, pêra, banana e laranja. Toma 3 mamadeiras de Ninho 1+ com Sustagen Kids de baunilha, por dia. Adora correr pelada pela casa. Vira e mexe come a ração dos gatos, na casa da minha mãe. Todas as histórias que ela conta tem o papai no meio. Todo carro prata é “carro papai”. Adora ver fotos. Adora oferecer o que está comendo pra mamãe, papai, vovó.... Ama falar no telefone. Não pode ver moto que fala titio (obviamente o tio dela tem moto). Só deixa o meu cabeleireiro cortar o cabelo dela. Não dorme à tarde quando não estamos em casa. Ta com mania de falar tudo no feminino: papaizinha, sapinha, ursinha.... Sabe todas as partes do corpo. Inclusive bumbum e periquita (pipiia). Ama livros!  O cocô dela é praticamente uma bomba biológica. Nunca chupou bala, nem pirulito, e doce só come muito de vez em quando (porque a mãe dela é chata). Fica com ciúmes quando eu pego outro nenê. É beijoqueira. É falsa tímida. Quando chega num lugar fica no colo, toda envergonhada. Dois minutos depois, está destruindo tudo...



Escrito por Endora* às 11h28
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*A.I e D.I*

 

 

Valéria: Rubiana, parabéns!!! Como diz o slogan de uma propaganda: quando nasce um bebê, nasce tb uma mãe.... Parabéns pelo seu nascimento!!!=)
Bem vinda ao mundo das noites insones, choros sem hora, babas, cocôs, vomitos, e todas as melecas possíveis....risos... e bem vinda tb ao sentimento indescritível, ao maior amor que vc pode sentir por alguém, bem vinda à nova vida, porque vc vai ver que parece que antes do seu bebê nascer, não existia nada.... Bem vinda ao mundo das mães....;)
Nas próximas semanas vamos aí te visitar e conhecer o JH...;)
Beijinhos e parabéns!!!

 

Rúbia: Oi!!!
Menina, vc está certa!!! Como era a vida antes dele nascer mesmo??? Já nem me lembro mais!!!
Venham logo conhecê-lo, ele é LINDO, LINDO, LINDO!!
Bjs!!

  

Essa troca de mensagens via orkut me inspirou a escrever o post.

 

Eu sempre quis ser mãe. Quando criança tinha uma bebezinho, que batizei de Fernanda Adriana (porque meu pai queria que eu chamasse Fernanda e Adriana era a segunda opção da minha mãe).

 

Eu a tratava como um bebê de verdade. Antes de dormir, ninava a Fer, e colocava-a no bercinho (uma caixa com um trocador antigo de quando eu era bebê) e cobria-a com o lençolzinho (também de enxoval) que minha mãe bordou pra ela.

 

Roupinhas? Não, não eram de boneca. Eram de bebê. Tinha desde fraldas até macacõezinhos, tudo arrumadinho numa mala, e a trocava diariamente.

 

Hoje ela está no quarto dos gatos (antigo quarto de hóspedes) da casa da minha mãe e de vez em quando a Isa aparece com ela pela sala, mostrando o nenê que ela achou...

 

Quando era adolescente, e já namorava o Marido Antonio (nosso namoro começou aos 16 anos), sonhava em como seria nosso bebê. Uma vez, aos 17 anos, minha menstruação atrasou 15 dias.  Ficamos apavorados. Fui à ginecologista, que me examinou e constatou que não estava grávida.

 

Cheguei em casa, e minha menstruação desceu. Foi um misto de alívio e decepção. Tinha medo da reação dos meus pais, mas ao mesmo tempo, já sabia que iria ficar para sempre com o Marido, e que ter um bebê seria a coisa mais maravilhosa que podia acontecer...

 

Ainda hoje, penso que se daquela vez tivesse dado certo, hoje eu teria um filho de 14 anos! Mas, não era pra ser assim, a Isadora tinha data e modo pra chegar....

 

Quando decidimos fazer o tratamento, eu sabia que se não desse certo, eu iria desmoronar. Ainda hoje me dá vontade de chorar quando relembro o momento em que tive a notícia do positivo!

 

(CONTINUA EMBAIXO!)



Escrito por Endora* às 11h42
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Por tudo isso, desde que fiquei grávida, conseguia visualizar perfeitamente a minha vida antes e depois da gravidez. Eu era aquela chata que só falava da barriga, do enxoval, dos chutes do bebê.

 

E depois que a Isa nasceu, piorou. Minha vida e meus interesses mudaram completamente. Minha licença maternidade durou 8 meses, por vontade própria. Depois, optei por trabalhar somente na parte da tarde para ficar a manhã toda com a Isa (ela acorda e a primeira pessoa que vê sou eu), e chego sempre antes das 6 da tarde, pra ficar com ela.

 

Sem falar que ligo todo dia, pontualmente, às 15 horas, pra falar com ela pelo telefone, e morro de saudade, e (por que não dizer?) remorso, por não estar lá com ela....

 

Claro que a vida continua: trabalho, faço dança, scrap, vou ao cabelereiro, à manicure... mas estaria mentindo se dissesse que não ajeito tudo pra não entrar em conflito com os horários e interesses da Isa.

 

Não tenho, nunca tive e nem cogitei em ter uma babá ou empregada. EU quero criar a Isa do jeito que EU acho melhor. É claro que não dá pra ficar 24 horas com ela, mas eu fico o maior tempo que dá!

 

Acho impossível não ser assim. A Isadora é minha maior prioridade. Quero acompanhar cada passo no seu crescimento, festejar com ela cada sucesso e consolá-la a cada derrota.

 

Além disso, seria muita hipocrisia, depois de tudo que passamos, não dar o maior tempo e atenção possível pra ela, como se a vida permanecesse exatamente igual à antes da sua chegada.

 

Quando marquei de encontrar com o Marido na Alemanha e a Isa não ia, a minha sensação quando a viagem foi cancelada foi de completo alívio. Meu coração voltou a bater no seu compasso normal, pois há muito vinha batendo como se fosse pular pra fora do peito, tamanha a ansiedade e a tristeza de ficar a milhares de km de distância dela por intermináveis 10 dias....

 

Todo o tempo que eu tenho disponível quero e gosto de ficar com a Isa. Eu só saí 4 vezes sozinha com o Marido Antonio. Pra nós, ela só não sai com a gente quando é impossível, como num baile de formatura, uma balada ou um restaurante muuuuito elegante. E quer saber? A gente é feliz assim.

 

Quem conhece a Isadora sabe que ela é uma criança extremamente doce, alegre, risonha, social, simpática. Todo mundo no mercado, no shopping, no banco a conhece.

 

Porque ela é assim? Porque ela é uma criança feliz, tem amor, carinho e atenção da mãe e do pai.

 

Não tenho a minha filha como "troféu" pra exibir no blog ou na rua. Ela é literalmente, um pedaço do meu coração fora de mim, e é assim que eu sempre a tratarei...

 

Nosso maior objetivo é que ela cresça com a segurança que tem a mãe e o pai sempre do seu lado, que pode contar com eles pra tudo, tanto nas horas boas como más, assim como eu sempre tive e ainda tenho essa certeza...

 

Por tudo isso e muito mais, que talvez nunca consiga expressar em palavras, a minha vida se divide em A.I e D.I (antes de Isa e depois de Isa)....



Escrito por Endora* às 11h41
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*Como é grande o meu amor por você...*

 

 

Eu tenho certas manias, que se tornaram uma espécie de “ritual”. Uma delas, e acho que a mais importante, é fazer a Isa dormir.

 

“Fazer dormir” é modo de dizer, porque na verdade eu deito agarradinha com ela na minha cama e ficamos lá as duas, vendo televisão, até ela pegar no sono....

 

De vez em quando ela passa o fedido em mim, fala “mamãe”, ri, e coloca as perninhas em cima das minhas...

 

O fato é que, toda noite, EU TENHO que fazer isso. Mesmo de dia, se eu estou em casa, sou eu que a coloco pro cochilo. “Fazer a Isa dormir” é minha função. E você quer ver eu ficar p. da vida? É alguém querer fazer a Isa dormir na minha frente. Assim como eu, ela também é cheia de manias. Odeia ser pega no colo, odeia ser chacoalhada, odeia que cantem ou que façam “chhhhh” pra ela. Ela gosta de dormir do jeitinho dela. Quando ela está com a minha mãe é no cercadinho, sozinha. Com o Marido ela até dorme abraçada com ele, se eu não estou por perto, mas a regra é: a mamãe é de dormir!

 

O Papai traz o mamá, ela mama, eu troco a fralda e escovo os dentes dela e ela já fala: “Tiau, papai”, que é pra ele sair do quarto pra dormir comigo.

 

Esses momentos são os em que eu me sinto mais próxima da Isa, sentindo o cheiro do cabelinho, segurando a mãozinha, contando os dedinhos, pegando o pezinho, fazendo carinho....

 

Nessa hora eu vejo o quanto a amo, que a minha vida se dividiu em A.I. (antes de Isa) e D.I. (depois de Isa). Tudo que eu vivi antes de ela chegar, parece tão distante, tão sem importância... sei que é coisa de mãe, mas a minha vida, literalmente gira em torno dela.

 

Tudo que eu faço, penso ou planejo, tem que ser avaliado pra ver se não entra em conflito com os interesses da Isadora, e eu sei que isso continuará por toda a vida....

 

Quando estou abraçada com ela, fico me perguntando como pode haver um amor tão grande assim. Tão grande que até dói. Sinto um frio na barriga só de pensar que nem sempre ela vai estar ali, debaixo da minha asa....

 

Nunca tive medo da morte, mas ontem, vendo a Isa dormir, fiquei com medo. Não da morte em si, mas de um dia ter que deixá-la sozinha, sem a minha proteção e meu carinho....

 

Odeio que peguem ela de mim, quando eu não quero que ela saia do meu colo. Odeio que fiquem beijando a Isa toda hora. Odeio uma série de coisas, mas que se eu ficar aqui relacionando, nunca mais acabo esse post.

 

Sou apaixonada pela minha filha e extremamente possessiva, apesar de saber que “a gente cria os filhos pro mundo e não pra gente”, mas não posso deixar de confessar que tenho muito ciúmes dela.

 

Tenho orgulho de dizer MINHA FILHA. Tenho orgulho de cada descoberta dela. Tenho orgulho de cada passinho no seu desenvolvimento, de cada palavrinha nova que ela aprende.

 

Pode parecer chavão, mas é incrível o que a maternidade faz com a gente... Hoje ouço e faço minhas as palavras do Roberto Carlos, pra Isadora:

 

“Eu tenho tanto pra lhe falar
Mas com palavras não sei dizer
Como é grande o meu amor por você
E não há nada pra comparar
Para poder lhe explicar
Como é grande o meu amor por você
Nem mesmo o céu, nem as estrelas
Nem mesmo o mar e o infinito
Não é maior que o meu amor
Nem mais bonito
Me desespero a procurar
Alguma forma de lhe falar
Como é grande o meu amor por você
Nunca se esqueça nenhum segundo
Que eu tenho o amor maior do mundo
Como é grande o meu amor por você!”



Escrito por Endora* às 15h40
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*Surdez seletiva* 

 

 

Eu já comentei aqui que, para o Marido Antonio, a idade ideal para a Isa ir para escola será por volta dos 15 anos....

 

Pois bem. Ultrapassada a preliminar de que ela VAI pra escola no ano que vem, entramos no mérito de qual.

 

Eu queria que a Isadora entrasse num  colégio tradicional, que por sinal, foi conceituado como o melhor de Campinas em 2005.

 

Marido não quis, porque ele acha que ela ainda é muito novinha pra ir pra um colégio grande, se tem que ir, que seja numa escola menor, onde os pais tenham mais acesso à professora, diretora e se envolvam mais com a escola.

 

Respeitei a decisão dele, afinal, pelo menos, ele estava concordando em ela ir! Além disso, no ano passado, visitei um jardim escola muito conceituado, algumas conhecidas têm filhos lá, têm 5 unidades, além de ser um dos mais antigos da cidade, com mais de 35 anos.

 

Na época, conheci o berçário, uma casa inteira só pra bebês até 2 anos de idade, com quartinhos com bercinhos separados por idade, sala de amamentação, cozinha própria, banheiros também separados por faixa etária, uma berçarista para cada, no máximo, 3 crianças, e todas com curso superior.

 

Fiquei encantada, até porque eles usam o método Decroly, que é muito interessante. Então respondi pro Marido que tudo bem que ela ia pra Escolinha que aqui chamaremos de Borboleta Feliz.

 

Pronto. Marido teve um chilique absurdo. Porque eu “invoquei” que quero que ela vá pra lá. Apesar de eu tentar explicar os motivos que me levaram a “invocar” que a Isadora estude na Borboleta Feliz, ele nem sequer me ouviu.... Porque eu nem visitei outras escolas (sim, eu visitei e nenhuma me agradou), que eu só estou escolhendo porque é cara (não é não, é por causa da estrutura e da proposta pedagógica). Porque onde já se viu, colocar a criancinha pra estudar tão cedo (na cabeça dele, ela praticamente vai ser alfabetizada aos 2 anos...)? Por que eu não faço “3 orçamentos” com prós e contras, e preços e mostro pra ele (praticamente um conserto de automóvel...)?

 

Não discuti. No outro dia visitei mais 2 escolas. Uma eu não gostei e ponto final. Parecia depósito de criancinhas. A segunda, que eu também já ouvi falar muito bem, até que é boa, pros meus conceitos, mas peca em ser construtivista, metodologia que eu não gosto e não quero pra minha filha.

 

Logo, remeto-me novamente à Borboleta Feliz. O que eu fiz? O Marido não me ouve. Então peguei minha mãe e a Isa e fomos à escolinha, desta vez na unidade onde ela estudaria ano que vem.

 

A Isa entrou e esqueceu que tinha mãe. Já se enturmou com as crianças e eu e minha mãe fomos conhecer a escola. Novamente, a unidade inteira só pra crianças na faixa etária de 2 a 3 anos, quartinho do sono, com caminhas que pareciam dos 7 anões, salinhas de aulas divididas por idade, sala de música, de brinquedos e de atividade física, parquinho, tudo separado e organizadíssimo! Eles tem até balé!!!!

 

Minha mãe, que é tão chata quanto eu nesses quesitos, fez trocentas perguntas à supervisora (que fica em tempo integral lá) e conclusão: saiu encantada com a escola.

 

À tarde, foi falar ao Marido sobre a Borboleta Feliz e sentenciou: “Olha, duvido que você ache melhor!”

 

E ele respondeu: “Se você acha que realmente vale a pena, então a Isa estuda lá ano que vem!”.

 

Não dá vontade de socar???? 



Escrito por Endora* às 12h54
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*Aniversário*

 

Domingo foi aniversário do Marido Antonio. Ele fez 33 aninhos. ELE fez. Eu vou fazer 29. Pelos próximos 5 anos....

 

*Será que ela resolve?*

 

 

Eu sempre tive horror de criancinha que se joga em chão de shopping. Sempre falei que se fosse meu filho, pegava o birrento pelo cabelo e levava arrastado embora...

 

Por essa razão, mesmo antes de engravidar, eu tinha absoluta certeza que meu filho ia ser daqueles que tem chilique, afinal sempre acreditei no “aqui se faz, aqui se paga”, ou no caso “aqui se fala, aqui se paga”....

 

E não deu outra. Há umas duas semanas atrás, estávamos na fila de um parquinho num shopping, desses super-divertidos, com vários brinquedinhos, pula-pula, cama elástica e piscina de bolinhas....

 

A Isadora quando viu, simplesmente surtou. Começou a dar o maior escândalo, porque queria porque queria entrar naquela hora. Se jogou no chão e ficou lá, deitada, limpando o piso e berrando.

 

O que eu fiz? Fingi que não conhecia. Isso, porque fui pega desprevenida, não esperava o chilique.

 

Imagina a cena: você lá, na fila com o marido e a filhinha fazendo o maior carnaval, simplesmente porque não tem paciência de esperar, e a fila inteira observando. Se você bate, você é ruim. Se você conversa, você é mole. Se você ignora, é sem noção.... Então decidi fingir que não era comigo, já que não sabia o que fazer....

 

Agora que eu já sei do que o pequeno gremilim é capaz, eu vou embora, literalmente. Largo a criancinha birrenta lá e vou na maior, na boa (obviamente que já combinei com o Marido Antonio que ele vai fingir que vai embora e vai se esconder pra ver o que ela faz).

 

Só que depois disso, ela aprendeu o “truque” e se joga pra tudo. Quer uma coisa que eu não quero dar? Se joga. Falei não? Se joga. Fez arte e levou bronca? Se joga.

 

Por conta disso ela está com um roxo e um corte no queixo, porque em certo "ataque" ela resolveu se jogar de frente... Mas ela viu que não funciona muito bem, se aperfeiçoou na arte de ter ataque e agora se joga de costas com o maior cuidado pra não bater a cabeça....

 

Antes eu ameaçava dar uma chinelada, mas ela continuava deitada no chão, gritando e balançando as pernas e os braços. Agora simplesmente ignoro, e falo que vou embora. Rapidinho ela pára....

 

Quando via a Supernanny (no Discovery Health) pensava: nossa, como a mãe deixou chegar nesse ponto? Parece que a menina tá possuída!!!!

 

Por isso, segui o conselho de uma grande amiga minha e agora acho liiiiiiiindo criancinha que se joga no chão do shopping.... Mas, ainda acho que vou me inscrever pro Supernanny.... Será que ela resolve?

 

**ATUALIZAÇÃO: A Geladeira já está organizada.... se você quiser ver o que passou, é só clicar *AQUI* , ou ali do lado...



Escrito por Endora* às 13h58
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*O sonho*

 

 

Sei que corro o risco de ficar repetitiva... mas essa história de sonhos está me perseguindo... Ontem eu recebi um email e no rodapé, tinha a seguinte frase: "A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna nossa vida interessante." (Paulo Coelho)

 

Fiquei novamente pensando a respeito... será possível que eu não tenho mesmo mais sonhos?

 

Quando digo sonhos, digo pra mim. Porque é óbvio que tenho milhares de sonhos pra Isadora.... ela cursar a Unicamp, ser médica, ganhar um prêmio Nobel... Se não der certo, tudo bem, posso sonhar com ela sendo uma top internacional e se casando com o príncipe Willian da Inglaterra ....

 

Mas voltando aos meus sonhos... descobri que o meu sonho é até que singelo.  

 

Eu sonho em morar numa chácara. Não precisa ser grande, uns 1000m. Toda gramada, com canteiros de flores e árvores frutíferas. Num cantinho, uma fonte pequena florida, pras fadas e gnomos visitarem.

 

Não pode faltar uma piscina com cascata, e também uma casinha de alvenaria pra Isa brincar de boneca. Do lado, um mini-playground, com tanque de areia, pra ela se sujar à vontade.

 

Tem que ter um golden retriever, a Shakira, correndo de um lado pro outro, com a Zamin atrás, e uma casinha pros passarinhos virem dormir à noite.

 

A casa vai ser térrea (cansei de sobrado!), com 3 quartos (um pra mim e pro Marido, um pra Isa e um pra escritório), bem gostosa e aconchegante. Com lareira na sala, pra gente acender o inverno e comer fondue e tomar vinho sentado no chão...

 

Pronto! Agora que descobri que ainda tenho um sonho, posso continuar a vida... e mudar de assunto!!!  



Escrito por Endora* às 07h51
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